Algumas mudanças são um pouco difíceis de se adaptar no início, especialmente quando falamos sobre alguma funcionalidade do nosso corpo que necessita de mais ajuda, afinal de uma hora para outra você precisa reaprender algo que fez com naturalidade a vida toda, como ouvir sem o uso de aparelhos, por exemplo. Este período de adaptação é diferente de pessoa para pessoa, depende do grau de dificuldade auditiva e em alguns casos, a idade também é levada em conta, então é preciso ter paciência e respeitar o seu próprio tempo e limitações.
Primeiro de tudo, é necessário realmente se comprometer com o uso do aparelho logo no início. É muito importante também manter o contato com o seu médico, dessa forma, os ajustes são feitos de forma assertiva e adaptados às necessidades corretas. No início o paciente está propenso a ficar mais sensível, pois não está acostumado a ouvir os sons na intensidade correta. De certa forma, é um mundo sonoro novo. Por este fato, é muito relevante dar atenção a esses detalhes para que a adaptação seja feita da forma mais confortável possível.
Dificuldades comuns na adaptação
Existem queixas comuns entre os pacientes que estão no início da vida com o aparelho auditivo, aqui vão alguns pontos importantes para prestar atenção e manter o seu fonoaudiólogo informado:
Ouvir sons fortes ou muito altos: por mais que a pessoa com dificuldade auditiva tenha perdido o costume de ouvir sons muito agudos, o aparelho auditivo consegue traduzir estes sons, no caso de incômodo o aparelho pode ser ajustado, além de ser possível se adaptar em terapias de processamento auditivo, realizadas com o fonoaudiólogo.
Zumbidos e assobios: no início é possível presenciar alguns zumbidos leves e assobios provenientes do vento, se esse for o caso, é importante verificar se o aparelho foi bem inserido, se o problema persistir converse com o seu fonoaudiólogo para conferir se a moldagem do aparelho foi feita corretamente.
Coceiras ou dores: assim como no caso dos assobios, no início a falta de costume para colocar o aparelho pode dar a sensação de coceiras, porém, se for notada dor ou incômodos mais severos que impeçam a utilização do mesmo, é de extrema importância retornar ao médico ou fonoaudiólogo para revisar a modelagem do aparelho, afinal, ninguém se adapta a algo que machuca.
Dicas para uma adaptação gradual e tranquila
Assim como dissemos anteriormente, é importante estar comprometido com o uso do seu aparelho, pois só assim você vai realmente conseguir inserir a nova maneira de ouvir no seu cotidiano. Uma das primeiras dicas é: não tente uma conversa em grupo logo de primeira! Respeite seu tempo para compreender as conversas parte por parte, comece com uma pessoa e vá aumentando o número de pessoas na conversa aos poucos, assim você aprende a interpretar diferentes tons de vozes uma por vez e não todos ao mesmo tempo.
Identifique em quais situações você teve mais dificuldade e quais momentos foram mais fáceis para interpretar uma mensagem, levar essas situações para o seu médico responsável ajuda muito a entender se são necessários ajustes ou não e qual a evolução do tratamento.
Informe-se sobre conectividade bluetooth e utilize sem medo! Essas funcionalidades não devem ser tidas como frescura ou piada, são pensadas para o seu conforto e lazer, o bluetooth nos aparelhos auxilia no momento de usar o telefone, ouvir a televisão sem necessitar de legendas e traz conforto nos momentos de descanso como poder transmitir suas músicas! E falando em medo, outra grande dica é: não tenha medo nem vergonha de usar seus aparelhos em público, eles são parte da sua vida agora e são como qualquer outro acessório, deixar outras pessoas saberem que você está em adaptação facilita o tom da conversa e ajuda a treinar os ouvidos no momento da interpretação.
Viu só? Agora é só começar a usar! E lembre-se, cada pessoa tem o seu tempo e você deve se respeitar e entender as suas dificuldades acima de tudo. Saiba mais sobre os aparelhos do Instituto Auditivo clicando aqui!
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