Associado ao estresse e à tensão emocional (ansiedade, por exemplo), o zumbido no ouvido foi um problema que afetou e ainda vem afetando muitas pessoas durante o isolamento social gerado pela pandemia do novo coronavírus.
Também chamado de tinnitus, o zumbido é um distúrbio que faz com que a pessoa escute um som parecido, como o próprio nome diz, com um “zumbido”, como o som similar emitido por mosquitos, por exemplo. Esse incômodo pode afetar ainda mais a saúde e o bem-estar dos pacientes.
Qual a relação do zumbido com a pandemia?
As queixas de pessoas com zumbido no ouvido realmente aumentaram ao longo de 2020 e existe uma relação estreita entre essas reclamações e o longo período de quarentena que enfrentamos. Não é a pandemia que causa esse incômodo propriamente, mas ela influencia no problema.
O trabalho remoto e o distanciamento social proporcionaram, teoricamente, períodos maiores de silêncio, e uma percepção mais aguçada dos ruídos em casa. O estresse também é um ponto muito importante, já que o home office se tornou uma obrigação que levou muitas pessoas ao esgotamento mental, em razão da dificuldade de concentração e da distração no ambiente familiar. Esses quesitos foram cruciais para que o zumbido existente (que pode existir em apenas um ouvido ou nos dois) fosse notado com mais clareza e frequência.
Assim, as mudanças de hábitos e restrições impostas pela pandemia levaram ao aumento da ansiedade, do estresse crônico, e de noites mal dormidas. Toda essa indisposição se relaciona a um quarto fator, que por si só é outra causa de zumbido: a disfunção da articulação têmporo-mandibular (DTM).
Em suma, a pandemia reforçou um ciclo vicioso que aflora o zumbido. As restrições da pandemia aumentam o estresse, que aumenta o apertamento dentário e piora a disfunção da articulação do corpo, gerando barulho no ouvido, que causa mais ansiedade e estresse, e atrapalha o sono, num ciclo vicioso que reforça o zumbido.
Zumbido e estresse
Alguns estudos constaram que há uma correlação direta entre estresse severo e a duração de tinnitus severos. Isso significa que quem sofre com níveis altos de estresse também sofre com níveis severos de zumbido. Estima-se que cerca de 28 milhões de brasileiros sofram com o zumbido no ouvido. No mundo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que são 278 milhões de pessoas com o problema.
Ao mesmo tempo, é importante reforçar que os tipos de zumbido são tão variados quanto suas causas, que podem ser exposição a ruídos, acúmulo de cera, perda de audição com a idade, diabetes e Síndrome de Ménière, entre outras.
Como tratar
O diagnóstico profissional é o primeiro passo para o tratamento do zumbido. Embora a maioria dos casos tenha resolução rápida assim que a origem do problema é identificada, existe a possibilidade de ela não ser detectada. Nesse caso, o médico pode prescrever um tratamento por meio de medicamentos ou também tratamento com aparelhos auditivos.
Existem formas de diminuir o estresse e a ansiedade também, o que pode auxiliar na resolução do problema e amenizar os impactos do zumbido. Confira algumas dicas:
– Faça exercícios físicos
As atividades físicas são ótimas para combater o estresse, a ansiedade e a depressão, além de melhorar a qualidade do sono e a concentração. Mesmo que você esteja em casa, use aplicativos e canais no YouTube com dicas de treinos, o importante é não ficar parado!
– Foque em exercícios de respiração
A ansiedade promove um aumento da frequência cardíaca, tornando a respiração mais rápida e curta. Nesses momentos, é importante respirar fundo e se concentrar no ar entrando e saindo dos pulmões. Em poucos segundos a respiração retorna ao normal.
– Assista filmes e leia livros
Consuma conteúdos que não são apenas ligados à pandemia, e aproveite para colocar a sua série em dia, ou se aventurar no universo dos livros. Assim, sua mente fica mais relaxada e o estresse diminui.
Se você sofre com o zumbido no ouvido ou conhece alguém com esse problema, entre em contato com o Instituto Auditivo e agende uma consulta! Estamos à disposição para ajudar você a melhorar a sua qualidade de vida.
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